sábado, 18 de fevereiro de 2017

Tenho medo de mim.
Dessa inconstância que ronda minha cabeça.

Me apego fácil as pessoas.
Me desapego mais fácil ainda.

Sempre fui fiel às amizades.
O dia que me viraram as costas, desmoronei.

Deixei de acreditar.

Passei a acreditar em mim mesma.
Passei a me bastar.
Sou eu e só.

E, por incrível que pareça
Me sinto bem
Assim
Sozinha.

Só.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ando me sentindo meio estranha.
meio inútil.
sem perspectiva.

esse futuro que demora tanto pra chegar.
essa incerteza do amanhã
me mata
a cada minuto.

inútil.

vazia.

domingo, 10 de abril de 2016

18/08/2014

Faz dias que quero escrever. Faz dias que quero arrancar de mim todos os sentimentos ruim. Faz dias que quero vomitar palavras não ditas. Ainda não tinha conseguido. Hoje resolvi tentar. Hoje quis colocar pra fora o que, lá no fundo, rasga a cada a lembrança. Não foram anos fáceis. O começo foi tudo maravilhoso. Perfeito. Eu não conseguia acreditar que alguma coisa pudesse fazer a gente brigar. Ou terminar. Me entreguei de corpo e alma à você. Fui adquirindo confiança e com isso fui me abrindo. Me sentia confortável em te contar minhas coisas, meus segredos mais profundos, meus podres que tanto me envergonhavam. Mas foi uma péssima escolha. Meu passado se tornou uma ameaça àquele presente. E foi tudo tão rápido que não consegui voltar atrás. Brigamos. Nos acertamos. Brigamos. Nos acertamos. Brigamos. Nos acertamos. Brigamos...... Tantas foram as vezes que as brigas se tornaram constantes. Aquilo ia me matando aos poucos. Eu sabia que a culpa era minha. Na minha cabeça, eu não deveria ter sido tão sincera. Mas meu coração, dizia que aquilo foi o certo a fazer. Você precisava me aceitar daquela forma, como eu era e o que eu tinha me tornado.
O tempo passou. As cicatrizes ficaram. Por diversas outras vezes passamos pelas mesmas situações e, novamente, as feridas foram reabertas. Mas a cada situação, a ferida se abria mais, e demorava cada vez mais a cicatrizar. Se tornou tudo tão constante, que já fazia parte da nossa rotina. Com isso, adquiri medo e trauma. Já estava tão cansada de sofrer que me isolei de tudo. Me afastar parecia a maneira mais sensata de fazer a ferida cicatrizar logo.
Já se passaram quatro anos e nada disso mudou. Com o passar do tempo, a ferida nunca mais cicatrizou. E toda vez que aquela situação surge, o sangue jorra pela ferida. Dói demais me lembrar de tudo aquilo, de todo sofrimento que passamos, de toda desconfiança, de todo ciúme. De tudo. Já não consigo reconhecer a gente. Não sei no que nos tornamos. Não sei o que somos. Não sei o que sentimos. Não sei o que fazemos aqui. Juntos. É tão difícil ter que decidir o seu futuro em dez segundos. É tão difícil abrir mão dos seus últimos quatro anos em dez segundos. Por isso que eu nunca sei o que pensar. Eu não consigo abrir mão de nada em dez segundos. Eu prefiro não abrir mão. Eu carregaria esse arrependimento pela eternidade. Eu tenho certeza disso. A única certeza que tenho é que te amo, com todos esses defeitos que tanto odeio, mas que aprendi a conviver, independente se tenha sido da pior maneira possível. Mas te amo também por todas as qualidades, por fazer de mim uma pessoa melhor, por ser tão compreensivo, por ser tão carinhoso, por ser o amor da minha vida e por quem eu jamais abriria mão nessa vida.
Hoje eu só preciso de um tempo. Preciso esquecer toda dor de todos esses anos. Preciso parar de me culpar por tudo. Preciso criar forças pra poder seguir em frente. Preciso me lembrar de como fomos felizes. E de como ainda somos de vez em quando. Preciso me lembrar de como você faz de tudo pra me fazer sorrir. De como você abre mão do seu orgulho pra falar comigo. Do seu abraço. Dos seus beijos. De como você me faz feliz. De como me tornei uma pessoa melhor. De como você me ama. E de como eu te amo...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

"(...)Escrevo pra me sentir livre, irmão
Por egoísmo, quase que por obrigação
Pra dizer Tudubom, por desabafo também
Aqui não basta ser do bem, tu tem que ser bom (...)" 

A Ronda (Filipe Ret)

I'm a horrible person

É tudo muito complicado. Primeiro me afasto das pessoas. Começo a me enjoar delas, começo a enjoar dos assuntos. Tudo o que eu quero é paz. Preciso de um tempo pra mim. Segundo, faço de tudo para ser melhor que elas. Ou pelo menos tento. Terceiro, fico me lamentando por ser uma pessoa horrível.
Depois que me afasto das pessoas começo a perceber que a nossa relação nunca foi de amizade. Passo a perceber o pouco caso, a falta de interesse no que eu digo ou no que faço. Não sei se é porque eu deixei de falar com elas, ou se sempre foi assim. Minha teoria é de que sempre foi assim, eu que nunca quis enxergar.
Esse dilema todo começou depois que passei a me perguntar quem é a minha melhor amiga. Contei nos dedos quantas gostaria que fossem. Mentalizei as que poderiam ser. E nada. Não encontrei uma sequer. Nenhuma que pudesse ligar a qualquer hora do dia pra fofocar, ou apenas pra dizer besteira, ligar antes de sair com o namorado pra perguntar se tem uma roupa sexy pra me emprestar, ligar pra saber se posso ir pra casa dela porque preciso conversar. Ligar apenas pra dizer o quanto aquela amizade é importante pra mim.
Parece tudo dramático demais. Mas é a verdade. Não consegui encontrar nenhuma amiga no meu círculo de amizades (como se ele passasse de 4 amigos) para que pudesse denominá-la de melhor amiga. Tem hora que isso parece um cargo, e realmente deve ser um cargo ser minha amiga.
Não sei aonde queria chegar com esse texto. Só queria deixar aqui minha insatisfação com a minha personalidade, por ser alguém tão difícil de lidar, tão imatura, tão carente de tudo. Me odeio um pouco mais hoje.

Isso porque foi a primeira segunda feira do ano.
Imagina as próximas...